Segue texto da reportagem da Folha de São Paulo de 21/02/11.
Uma pesquisa com 3000 voluntários nos EUA mostra que alongamento não protege contra lesões. O pesquisador pediu que metade dos corredores que participaram do estudo se alongassem por até 5 minutos antes da atividade. A outra metade correu sem se alongar. Nos dois grupos, cujos integrantes corriam ao menos 16km por semana, a proporção de atletas que dofreu lesões foi similar: 16%. O estudo, que durou 3 meses, foi divulgado em reunião na Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos. Os fatores de risco mais importantes foram lesões crônicas ou recentes e excesso de peso.
Minha opinião: os artigos normalmente mostram esses resultados. O que considero importante é realizar um bom aquecimento antes de qualquer prática esportiva (que pode sim incluir alongamentos suaves de curta duração e uma pré atividade aeróbia de 5 minutos) e finalizar a prática com os alongamentos. Qualquer prática envolve contração muscular repetida e por isso o alongamento ao final é bem vindo para auxiliar no relaxamento e para dar uma informação final aos músculos de comprimento muscular adequado. E isso sim, acredito ser importante para previnir lesões pois você oferece diferentes demandas aos músculos equilibrando assim suas ações (contração e relaxamento).
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Joelho

O joelho é a articulação intermediária do membro inferior (que chamamos de perna) formada por 3 ossos:
- fêmur: constitue a coxa
- tibia: constitue a perna (segmento abaixo do joelho) juntamente com a fíbula (osso mais fino e lateral que tem relação com o tornozelo)
- patela (antiga rótula): osso pequeno que está a frente da articulação e que tem como função melhorar a ação do músculo da frente da coxa (quadríceps)
Esta articulação permite os movimentos de dobrar (flexão) e esticar (extensão) da perna, além de pequenos movimentos rotacionais importantes na função de suporte de carga do joelho.
Dentro do joelho, que é involto por uma cápsula fibrosa, exitem 2 meniscos (medial e lateral) que são espécies de almofadas que melhoram o contato entre os ossos e auxiliam na distribuição de pressão quando o pé entra em contato com o solo (amortecimento). O menisco medial é mais fixo ao osso e por isso é mais propenso a lesões quando ocorre torção do joelho.
Ainda dentro da articulação e no centro, estão os ligamentos cruzados (anterior e posterior). São estruturas que ajudam a conter movimentos indesejados entre o fêmur e a tibia, seja para frente, para trás ou em rotação. Por terem uma elasticidade limitada podem se romper na torção do joelho (quando o pé está preso no solo fixando a tibia e o fêmur roda sobre ela excessivamente). Por fora da cápsula que envolve o joelho existem ainda outros 2 ligamentos chamados colaterais que auxiliam na estabilidade lateral.
Recobrindo os ossos, por dentro da articulação, existe a cartilagem articular que facilita o deslizamento entre os ossos durante os movimentos do joelho. Quando existe alguma alteração na mecânica da articulação ou desvios posturais nessa região, o contato entre os ossos pode ser maior. Isto vai desgastando a cartilagem gerando a chamada condromalacea. Com a progressão deste quadro sem tratamento, o osso vai espessando para suprir a ausência da cartilagem ocasionando a artrose.
A melhor forma de proteger os meniscos, ligamentos e cartilagem articular que são estruturas de AUXÍLIO na estabilidade e movimentação do joelho, é o fortalecimento e manutenção da flexibilidade (alongamento) dos músculos relacionados com esta articulação. Entre eles temos o quadríceps (na frente da coxa, realiza a extensão do joelho), os isquiotibiais (atrás da coxa, realizam a flexão) e o tríceps da perna (músculo da panturrilha, importante estabilizador do joelho quando estamos de pé). Os músculos têm importante papel na proteção do joelho principalmente nos movimentos que ocasionam mais impacto como a corrida e saltos. Para quem pratica futebol ou corrida vale a dica de sempre exercitar e alongar estes músculos independente da própria atividade. Não ache que só jogando futebol uma vez por semana ou correndo 10Km no final de semana você já estará exercitando a musculatura da perna! Não é o suficiente e nesses casos, o exercício complementar torna-se ainda mais importante para prevenir lesões!
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Corrida e Musculação
Muitas vezes as pessoas começam a praticar uma atividade aeróbica e decidem pela corrida. A maioria, começa com um trotinho na esteira da academia ou diretamente correndo nas ruas. Vai aumentando o ritmo aos poucos até adquirir condicionamento. E assim vai praticando sua corrida mas muitas vezes esquecendo de praticar exercícios de musculação por achar que só com a corrida, já está exercitando o corpo. Isto é fato, a corrida é um excelente exercício, porém a musculação serve para dar suporte as articulações e é de fundamental importância para evitar lesões repetidas e indesejadas.
Durante a corrida há três fases: a de apoio, a aérea e a de amortecimento. Para cumprir essas três fases, o corredor precisa de musculatura fortalecida para ter um suporte adequado para suas articulações, pricipalmente dos tornozelos, joelhos e coluna lombar.
Os músculos envolvidos nessas três fases são principalmente: o glúteo, a musculatura do quadríceps e isquiotibiais (coxa) e da panturrilha. Essas musculaturas precisam ser reforçadas e os músculos auxiliares, que dão estabilidade, também precisam já que, como em todos os movimentos corporais, enquanto alguns músculos realizam os movimentos, outros também se ativam para permitir o equilíbrio das demais estruturas do corpo. Por isso, o corredor não deve só pensar nos exercícios para as pernas, mas também é preciso fazer exercícios abdominais, para a região lombar e os braços.
E durante sua série de musculação, é importante alternar exercícios isotônicos, nos quais há movimentação e contração muscular (exemplo: subir e descer da ponta dos pés para contrair a panturrilha), e os isométricos, nos quais existe trabalho e tensão mas não existe movimentação (exemplo: subir na ponta dos pés e manter por 10 segundos). Os isotônicos garantem a adequada movimentação das articulações na corrida e os isométricos colaboram para o ganho de resistência dos músculos e para a melhor estabilidade das articulações principalmente na fase de amortecimento da corrida.
Por isso, pratique sua corrida com segurança e não deixe de complementar o trabalho com a musculação! E isto vale para toda a prática de esportes!
Durante a corrida há três fases: a de apoio, a aérea e a de amortecimento. Para cumprir essas três fases, o corredor precisa de musculatura fortalecida para ter um suporte adequado para suas articulações, pricipalmente dos tornozelos, joelhos e coluna lombar.
Os músculos envolvidos nessas três fases são principalmente: o glúteo, a musculatura do quadríceps e isquiotibiais (coxa) e da panturrilha. Essas musculaturas precisam ser reforçadas e os músculos auxiliares, que dão estabilidade, também precisam já que, como em todos os movimentos corporais, enquanto alguns músculos realizam os movimentos, outros também se ativam para permitir o equilíbrio das demais estruturas do corpo. Por isso, o corredor não deve só pensar nos exercícios para as pernas, mas também é preciso fazer exercícios abdominais, para a região lombar e os braços.
E durante sua série de musculação, é importante alternar exercícios isotônicos, nos quais há movimentação e contração muscular (exemplo: subir e descer da ponta dos pés para contrair a panturrilha), e os isométricos, nos quais existe trabalho e tensão mas não existe movimentação (exemplo: subir na ponta dos pés e manter por 10 segundos). Os isotônicos garantem a adequada movimentação das articulações na corrida e os isométricos colaboram para o ganho de resistência dos músculos e para a melhor estabilidade das articulações principalmente na fase de amortecimento da corrida.
Por isso, pratique sua corrida com segurança e não deixe de complementar o trabalho com a musculação! E isto vale para toda a prática de esportes!

Muita saúde em 2011!!!
Desejo a todos os leitores desse blog um excelente Ano Novo!!! Que em 2011 a saúde e o bem estar sejam prioridades!!!
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Posição ideal para dormir
Vamos lá a mais um quesito que gera dúvidas. Primeiro, eu entendo que é muito difícil mudar a posição em que dormirmos. Mas é importante, principalmente em fases que estamos com alguma dor na coluna, tentar ao máximo posicionar-se bem.

Deitado de lado: posição ideal! Desde que tenha um travesseiro de altura adequada sob a cabeça. Esta altura deve ser suficiente para a cabeça ficar alinhada com o corpo e não caída. Não precisa comprar um travesseiro "gordo", pode adaptar usando 2 travesseiros. Colocar um travesseiro ou almofada entre os joelhos também é positivo pois evita a torção da parte inferior do tronco (o que é muito bom para quem sofre lombalgia).
Deitado de bruços: a pior de todas! Porque o pescoço tem que ficar virado forçando as pequenas articulações; pior ainda quando usa travesseiro ou quando coloca as mãos para sustentar a cabeça (prejuízo para os ombros que ficam elevados). Além disso, a curva na lombar tende a ficar aumentada o que também faz pressão nas articulações. Para quem diz que é impossível não dormir de bruços: menos pior fica se colocar um travesseiro sob a barriga, deixar os braços ao lado do corpo e não usar travesseiro sob a cabeça. Mas tente mudar este hábito!
Deitado de barriga para cima: boa opção! Fica melhor se colocar um travesseiro sob os joelhos (pois alivia qualquer pressão na lombar) e usar um travesseiro não muito alto embaixo da cabeça... o olhar fica direcionado para o teto.
Pense que você passará pelo menos 5 horas em uma mesma posição enquanto dorme. Se durante o dia, permanecer na mesma posição no trabalho, por exemplo, pode gerar desconfortos, o mesmo vale para a hora de dormir. Claro que dormindo, o corpo está relaxado e os músculos pouco atuantes... mas a pressão sobre as articulações permanece.
Vale a pena tentar para ter um sono melhor!

Deitado de lado: posição ideal! Desde que tenha um travesseiro de altura adequada sob a cabeça. Esta altura deve ser suficiente para a cabeça ficar alinhada com o corpo e não caída. Não precisa comprar um travesseiro "gordo", pode adaptar usando 2 travesseiros. Colocar um travesseiro ou almofada entre os joelhos também é positivo pois evita a torção da parte inferior do tronco (o que é muito bom para quem sofre lombalgia).
Deitado de bruços: a pior de todas! Porque o pescoço tem que ficar virado forçando as pequenas articulações; pior ainda quando usa travesseiro ou quando coloca as mãos para sustentar a cabeça (prejuízo para os ombros que ficam elevados). Além disso, a curva na lombar tende a ficar aumentada o que também faz pressão nas articulações. Para quem diz que é impossível não dormir de bruços: menos pior fica se colocar um travesseiro sob a barriga, deixar os braços ao lado do corpo e não usar travesseiro sob a cabeça. Mas tente mudar este hábito!
Deitado de barriga para cima: boa opção! Fica melhor se colocar um travesseiro sob os joelhos (pois alivia qualquer pressão na lombar) e usar um travesseiro não muito alto embaixo da cabeça... o olhar fica direcionado para o teto.
Pense que você passará pelo menos 5 horas em uma mesma posição enquanto dorme. Se durante o dia, permanecer na mesma posição no trabalho, por exemplo, pode gerar desconfortos, o mesmo vale para a hora de dormir. Claro que dormindo, o corpo está relaxado e os músculos pouco atuantes... mas a pressão sobre as articulações permanece.
Vale a pena tentar para ter um sono melhor!
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Pé e Salto Alto
Pé
Na posição em pé, o pé deve ter 4 pontos de maior descarga de peso no chão: a “raiz” do primeiro e do quinto dedo (metatarsianos) e um ponto de cada lado do calcanhar (externo e interno). Se as pressões nesses pontos forem bem distribuídas, o sistema nervoso programa uma postura mais ereta e adequada possível. Se um ponto for mais pressionado do que outro, seja por má posição do pé ou por um sapato inadequado, a postura resultante não será ideal.
Nossos pés têm vários ossos que se movem entre si garantindo as seguintes funções: adaptar os pés as desigualdades do solo e garantir a impulsão da perna na marcha.
Passo
O pé que avança a frente toca o chão com o ponto de apoio externo do calcanhar. Em seguida, enquanto o outro pé deixa o chão, os outros 3 apoios devem tocar o solo. No momento em que o pé vai deixar o solo (impulso), somente o ponto de apoio na “raiz” do primeiro dedo está apoiado e este primeiro dedo (hálux) é que dá o impulso final para o pé deixar o solo.
Sapato ideal
Deve ser aquele que permita ao pé desempenhar suas funções de adaptação as desigualdades do solo e de impulso na marcha. Tem as seguintes características:
1)sola deve ser flexível e antiderrapante, garantindo segurança e funcionalidade para os 4 pontos de apoio
2)a largura e a altura do pé devem ser bem acomodadas. Sapatos largos podem causar bolhas por conta dos atritos para conseguir manter o calçado no pé. Sapatos estreitos (bico fino) podem causar deformidades como as joanetes. Ambos impedem a correta funcionalidade dos pés. Sapatos devem “cair como uma luva” desde a primeira vez em que são utilizados.
3)O bico deve seguir a forma da ponta do pé. Se for quadrado, não há problema. Se for bicudo, o bico deve moldar-se a forma do primeiro dedo para dar espaço para os demais se acomodarem (arredondado). Para saber se o pé está bem acomodado em um sapato, basta desenhar num papel a planta do pé e depois por cima o contorno do sapato. Quanto menor o contorno do calçado em relação ao do pé, haverá maiores pressões.
4)O salto não deve impedir que o calcanhar tenha 2 pontos de apoio no chão. O salto alto e fino não permite o contato correto do calcanhar apoiando-se diretamente a região anterior do pé no solo durante a marcha.
Salto alto
Um salto alto e fino impede o contato inicial do calcanhar durante o passo. Ao apoiar o salto no chão, o pé escorrega para a frente impondo enorme peso na região dos dedos e antepé que são locais muito mais frágeis que o calcanhar. Este é constituído por um único osso largo e forte exatamente para receber peso. Além disso, se o calcanhar é mantido elevado pelo uso constante do salto alto, a musculatura da panturrilha irá se encurtar, prejudicando sua função de impulso e de verticalização da perna quando estamos de pé. Durante a marcha, se o primeiro amortecimento não é feito pelo pé que está no salto alto, joelhos e coluna irão sofrer mais para se acomodarem as novas pressões e a postura. Com o salto, a perna é jogada para trás, a curva da coluna lombar aumenta (hiperlordose) assim como a cifose (“corcunda”). O uso frequente e excessivo do salto, faz com que estas alterações sejam permanentes e prejudiquem as articulações.

Salto alto razoável
- Não deve ser fino permitindo que os pontos de apoio do calcanhar entrem em contato com o solo.
- Tem altura em torno de 4cm, experimentando sempre para sentir se o peso não se concentra excessivamente na região dos dedos.
- Associa bico quadrado ou fino anatômico.

Baseado em: Postura Corporal – Um guia para todos (Angela Santos)
Na posição em pé, o pé deve ter 4 pontos de maior descarga de peso no chão: a “raiz” do primeiro e do quinto dedo (metatarsianos) e um ponto de cada lado do calcanhar (externo e interno). Se as pressões nesses pontos forem bem distribuídas, o sistema nervoso programa uma postura mais ereta e adequada possível. Se um ponto for mais pressionado do que outro, seja por má posição do pé ou por um sapato inadequado, a postura resultante não será ideal.
Nossos pés têm vários ossos que se movem entre si garantindo as seguintes funções: adaptar os pés as desigualdades do solo e garantir a impulsão da perna na marcha.
Passo
O pé que avança a frente toca o chão com o ponto de apoio externo do calcanhar. Em seguida, enquanto o outro pé deixa o chão, os outros 3 apoios devem tocar o solo. No momento em que o pé vai deixar o solo (impulso), somente o ponto de apoio na “raiz” do primeiro dedo está apoiado e este primeiro dedo (hálux) é que dá o impulso final para o pé deixar o solo.
Sapato ideal
Deve ser aquele que permita ao pé desempenhar suas funções de adaptação as desigualdades do solo e de impulso na marcha. Tem as seguintes características:
1)sola deve ser flexível e antiderrapante, garantindo segurança e funcionalidade para os 4 pontos de apoio
2)a largura e a altura do pé devem ser bem acomodadas. Sapatos largos podem causar bolhas por conta dos atritos para conseguir manter o calçado no pé. Sapatos estreitos (bico fino) podem causar deformidades como as joanetes. Ambos impedem a correta funcionalidade dos pés. Sapatos devem “cair como uma luva” desde a primeira vez em que são utilizados.
3)O bico deve seguir a forma da ponta do pé. Se for quadrado, não há problema. Se for bicudo, o bico deve moldar-se a forma do primeiro dedo para dar espaço para os demais se acomodarem (arredondado). Para saber se o pé está bem acomodado em um sapato, basta desenhar num papel a planta do pé e depois por cima o contorno do sapato. Quanto menor o contorno do calçado em relação ao do pé, haverá maiores pressões.
4)O salto não deve impedir que o calcanhar tenha 2 pontos de apoio no chão. O salto alto e fino não permite o contato correto do calcanhar apoiando-se diretamente a região anterior do pé no solo durante a marcha.
Salto alto
Um salto alto e fino impede o contato inicial do calcanhar durante o passo. Ao apoiar o salto no chão, o pé escorrega para a frente impondo enorme peso na região dos dedos e antepé que são locais muito mais frágeis que o calcanhar. Este é constituído por um único osso largo e forte exatamente para receber peso. Além disso, se o calcanhar é mantido elevado pelo uso constante do salto alto, a musculatura da panturrilha irá se encurtar, prejudicando sua função de impulso e de verticalização da perna quando estamos de pé. Durante a marcha, se o primeiro amortecimento não é feito pelo pé que está no salto alto, joelhos e coluna irão sofrer mais para se acomodarem as novas pressões e a postura. Com o salto, a perna é jogada para trás, a curva da coluna lombar aumenta (hiperlordose) assim como a cifose (“corcunda”). O uso frequente e excessivo do salto, faz com que estas alterações sejam permanentes e prejudiquem as articulações.

Salto alto razoável
- Não deve ser fino permitindo que os pontos de apoio do calcanhar entrem em contato com o solo.
- Tem altura em torno de 4cm, experimentando sempre para sentir se o peso não se concentra excessivamente na região dos dedos.
- Associa bico quadrado ou fino anatômico.

Baseado em: Postura Corporal – Um guia para todos (Angela Santos)
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Lombalgia

Lombalgia significa dor nas costas (na região mais baixa da coluna), e não é um diagnóstico, apenas um sintoma que pode ou não estar relacionado com alguma doença.
A fonte de dor pode estar nas articulações, discos, vértebras, músculos ou ligamentos, que podem sofrer irritação ou inflamações. Um traumatismo específico ou uma atividade estenuante podem provocar dor, entretanto, 80% das vezes a causa não é óbvia. Também é bastante reconhecido que a dor pode ser muito influenciada por estresses psicológicos e má postura.
A lombalgia é uma das grandes causas de morbidade e incapacidade funcional, tendo incidência apenas menor que a cefaléia entre os distúrbios dolorosos que mais acometem o homem. Atinge, igualmente, homens e mulheres. A faixa de maior risco é a economicamente ativa entre 30 e 50 anos de idade.
O fato é que cerca de 80% das pessoas têm algum episódio de dor nas costas no decorrer da vida. Em 90% dos casos esta dor desaparece sem necessidade de qualquer tratamento. O grande problema está nos 10% restantes que evoluem com dor crônica ou com várias crises reincidentes.
COMO É UMA CRISE DE LOMBALGIA?
• Dor localizada na região lombar;
• Piora da dor com movimentos do tronco, principalmente flexão e/ou extensão;
• Associada ou não a espasmos e contraturas musculares;
• Piora da dor em sentado;
• Geralmente melhora em 4 a 6 semanas (caso a dor não diminua é necessário melhor investigação);
• Dor ou outros sintomas irradiados para membros inferiores pode ser indicativo de hérnia de disco (consulte seu médico e fisioterapeuta).
QUAL O TRATAMENTO DA CRISE DE LOMBALGIA?
• Repouso no leito: é recomendado para casos de dor forte com contratura da musculatura, mas não deve exceder 2 ou 3 dias. Depois disso, o paciente deve começar a se movimentar.
• Compressas de calor: relaxa a musculatura (2 a 3 vezes por dia por 20 minutos).
• Medicamentos: consulte seu médico.
• Fisioterapia:
Fase aguda: medidas analgésicas (ultra-som, TENS), alongamentos, hidroterapia.
Melhora da dor: alongamentos e exercícios de fortalecimento, principalmente para abdominais. O enfoque é dado a programas de conscientização postural (RPG) e exercícios (Pilates), sempre sob orientação profissional.
A pessoa é encorajada a retornar ao trabalho e a iniciar atividades físicas controladas (caminhada, natação) o mais breve possível.
O importante é a prevenção da LOMBALGIA!
É fundamental a prática frequente de ATIVIDADE FÍSICA e a manutenção de uma BOA POSTURA!
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Doação de Medula Óssea
A doação é um ato de solidariedade e pode ajudar pacientes que têm o transplante como única chance de cura. Atualmente, existem cerca de 1200 pacientes aguardando um transplante de medula óssea no Brasil. Por isso, quanto maior o número de brasileiros cadastrados para ser um doador, maiores serão as chances dos pacientes (a chance de encontrar um doador é de um para cem).
A medula óssea é um tecido gelatinoso que ocupa o interior dos ossos. Nela são produzidos os componentes do sangue: hemácias (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos) e plaquetas. O transplante de medula óssea é recomendado a pacientes com doenças que afetam essas células, como leucemia, anemia aplásica e linfomas. O transplante é a substituição da medula óssea doente por uma saudável. Com isso, o organismo do paciente transplantado passa a produzir novas células e se recupera.
A doação da medula óssea é um procedimento seguro e não causa qualquer problema a saúde do doador.
Para se cadastrar no Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea) basta ir a um hemocentro. É preciso ter entre 18 e 55 anos de idade. No Hemocentro será preenchido um cadastro (é preciso levar um documento de identidade com foto) e colhido 5ml de sangue. Esse sangue será examinado para serem identificadas todas as características genéticas que podem ser cruzadas com as características de um paciente para saber se há compatibilidade para uma doação.
No caso de ser chamado para uma doação, o procedimento é simples. O doador é anestesiado e a medula é retirada através de punções do interior dos ossos da bacia. O doador sai no dia seguinte do hospital com indicação de analgésicos simples e retorna as atividades habituais uma semana após a doação.
Por isso, vamos incentivar esta rede de solidariedade. Se tiver entre 18 e 55 anos, procure um Hemocentro e faça seu cadastro. E não esqueça de manter seu cadastro sempre atualizado! Eu farei isso e você?
Mais informações: www.inca.gov.br
Hemocentro em SP:
Hemocentro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
Rua Marquês de Itu, 579, Vila Buarque - São Paulo -SP
Fone: (11) 2176-7000 - ramal 7249.
A medula óssea é um tecido gelatinoso que ocupa o interior dos ossos. Nela são produzidos os componentes do sangue: hemácias (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos) e plaquetas. O transplante de medula óssea é recomendado a pacientes com doenças que afetam essas células, como leucemia, anemia aplásica e linfomas. O transplante é a substituição da medula óssea doente por uma saudável. Com isso, o organismo do paciente transplantado passa a produzir novas células e se recupera.
A doação da medula óssea é um procedimento seguro e não causa qualquer problema a saúde do doador.
Para se cadastrar no Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea) basta ir a um hemocentro. É preciso ter entre 18 e 55 anos de idade. No Hemocentro será preenchido um cadastro (é preciso levar um documento de identidade com foto) e colhido 5ml de sangue. Esse sangue será examinado para serem identificadas todas as características genéticas que podem ser cruzadas com as características de um paciente para saber se há compatibilidade para uma doação.
No caso de ser chamado para uma doação, o procedimento é simples. O doador é anestesiado e a medula é retirada através de punções do interior dos ossos da bacia. O doador sai no dia seguinte do hospital com indicação de analgésicos simples e retorna as atividades habituais uma semana após a doação.
Por isso, vamos incentivar esta rede de solidariedade. Se tiver entre 18 e 55 anos, procure um Hemocentro e faça seu cadastro. E não esqueça de manter seu cadastro sempre atualizado! Eu farei isso e você?
Mais informações: www.inca.gov.br
Hemocentro em SP:
Hemocentro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
Rua Marquês de Itu, 579, Vila Buarque - São Paulo -SP
Fone: (11) 2176-7000 - ramal 7249.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Tempo seco - Não esqueça de beber água!
São Paulo vem sofrendo com o clima quente e seco. A maioria das pessoas passam horas em ambientes secos com ar condicionado e depois quando saem as ruas, enfrentam novamente o ar seco e poluído.
Por isso, é importante habituar-se a ingerir água durante o dia.
Dentro do nosso organismo a água se dedica a várias atividades importantes. Especialistas dizem que tomar cerca de 2 litros de água por dia é a garantia de que estamos ingerindo a quantidade ideal para repormos as perdas obtidas e ainda hidratar e fornecer ao organismo os eletrólitos necessários para o equilíbrio de suas funções vitais. Cerca de 60% do corpo humano de um adulto é formado de água. A água quando dentro do organismo tem algumas das seguintes funçoes: regular a temperatura corpórea, auxiliar na distribuição de nutrientes pelo corpo, manter os meios celulares hidratados para o correto funcionamento (órgãos e músculos).
No tempo seco, a água ingerida também ajuda a hidratar os meios de entrada de ar no nosso organismo o que ajuda a previnir a instalação de microorganismos e consequentemente, tosse e gripe.
Tome água sempre que sentir sede! E procure deixar uma garrafinha sempre ao seu lado para tomar alguns goles várias vezes durante o dia.
Por isso, é importante habituar-se a ingerir água durante o dia.
Dentro do nosso organismo a água se dedica a várias atividades importantes. Especialistas dizem que tomar cerca de 2 litros de água por dia é a garantia de que estamos ingerindo a quantidade ideal para repormos as perdas obtidas e ainda hidratar e fornecer ao organismo os eletrólitos necessários para o equilíbrio de suas funções vitais. Cerca de 60% do corpo humano de um adulto é formado de água. A água quando dentro do organismo tem algumas das seguintes funçoes: regular a temperatura corpórea, auxiliar na distribuição de nutrientes pelo corpo, manter os meios celulares hidratados para o correto funcionamento (órgãos e músculos).
No tempo seco, a água ingerida também ajuda a hidratar os meios de entrada de ar no nosso organismo o que ajuda a previnir a instalação de microorganismos e consequentemente, tosse e gripe.
Tome água sempre que sentir sede! E procure deixar uma garrafinha sempre ao seu lado para tomar alguns goles várias vezes durante o dia.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Pilates no Solo
A DeFisio oferece atendimentos individuais de Pilates no Solo. Vou falar um pouco sobre a técnica.
O criador do método é o alemão Joseph Pilates (1883 – 1967) que, por ser uma criança doente, passou a estudar na adolescência anatomia e fisiologia humana e fundamentos de medicina oriental. Passou também a praticar muitos esportes como ginástica, esqui, mergulho e boxe. No período da I Guerra, foi exilado e mandado para uma ilha inglesa onde trabalhou num hospital com mutilados. Lá ele colocou em prática seus estudos e suas idéias e iniciou o uso de molas para o tratamento, o que seria a base para o ajudar no desenvolvimento de um sistema de exercícios e equipamentos. Em 1923, Pilates mudou-se para Nova Iorque e abriu seu primeiro Studio de Pilates. O método tradicional de exercícios realizado em alguns aparelhos que utilizam a resistência de molas para o controle e progressão dos movimentos, passou a se espalhar pelo mundo.
Mas todos os exercícios foram adaptados pelo próprio Joseph para serem praticados no solo utilizando o peso corporal, a força da gravidade e outros acessórios como bola e elásticos para promover as resistências.
Os exercícios são realizados de maneira lenta e precisa, com ênfase na concentração, respiração e correto posicionamento corporal. Desta forma, são alcançados os seguintes benefícios: músculos tonificados (sem hipertrofia muscular), fortalecimento e estabilização dos músculos do centro (abdome e coluna), melhora da postura, melhora da coordenção e equilíbrio, ganho de consciência corporal.
Na DeFisio o Pilates é utilizado como técnica de reabilitação postural e melhora de dores na coluna e como exercício orientado para condicionamento muscular. Todas as sessões são individuais o que torna a prática segura e bem direcionada aos objetivos do cliente e suas necessidades específicas musculares e corporais.
O criador do método é o alemão Joseph Pilates (1883 – 1967) que, por ser uma criança doente, passou a estudar na adolescência anatomia e fisiologia humana e fundamentos de medicina oriental. Passou também a praticar muitos esportes como ginástica, esqui, mergulho e boxe. No período da I Guerra, foi exilado e mandado para uma ilha inglesa onde trabalhou num hospital com mutilados. Lá ele colocou em prática seus estudos e suas idéias e iniciou o uso de molas para o tratamento, o que seria a base para o ajudar no desenvolvimento de um sistema de exercícios e equipamentos. Em 1923, Pilates mudou-se para Nova Iorque e abriu seu primeiro Studio de Pilates. O método tradicional de exercícios realizado em alguns aparelhos que utilizam a resistência de molas para o controle e progressão dos movimentos, passou a se espalhar pelo mundo.
Mas todos os exercícios foram adaptados pelo próprio Joseph para serem praticados no solo utilizando o peso corporal, a força da gravidade e outros acessórios como bola e elásticos para promover as resistências.
Os exercícios são realizados de maneira lenta e precisa, com ênfase na concentração, respiração e correto posicionamento corporal. Desta forma, são alcançados os seguintes benefícios: músculos tonificados (sem hipertrofia muscular), fortalecimento e estabilização dos músculos do centro (abdome e coluna), melhora da postura, melhora da coordenção e equilíbrio, ganho de consciência corporal.
Na DeFisio o Pilates é utilizado como técnica de reabilitação postural e melhora de dores na coluna e como exercício orientado para condicionamento muscular. Todas as sessões são individuais o que torna a prática segura e bem direcionada aos objetivos do cliente e suas necessidades específicas musculares e corporais.

Assinar:
Postagens (Atom)